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Designer não é um apertador de botão

Foto do escritor: Carol Santana
Carol Santana
há 11 minutos
2 min de leitura

Na última quinta-feira (05/11), celebramos o Dia do Designer. Para quem não é da área, pode parecer que esse profissional é apenas um apertador de botões ou, como os próprios designers costumam dizer: “Não somos uma pastelaria!”. Com a facilidade proporcionada pelo ChatGPT e por tantos outros assistentes virtuais baseados em inteligência artificial, muitas pessoas se esquecem de que o designer exerce um papel estratégico e transforma ideias em comunicação visual.


Nem tudo pode ser substituído pela IA. Ela deve facilitar processos, mas não substituir o olhar humano do designer, que reúne conhecimento técnico e criatividade. Não é porque existem ferramentas disponíveis que se deve desconsiderar o trabalho de quem cria, analisa, pesquisa e faz acontecer. Sem o designer, não existe um trabalho de comunicação integrada consistente. Esses profissionais não são responsáveis apenas por criar peças bonitas, mas também por desenvolver materiais que façam sentido, comuniquem, posicionem e gerem identificação.


Nas redes sociais, são inúmeros os compartilhamentos de criativos produzidos por profissionais e também de materiais gerados por inteligência artificial. Muitas vezes, o trabalho do designer é reduzido a uma atividade operacional ou à simples entrega de uma arte em pouco tempo. Entretanto, por trás de cada criação, existem escolhas tipográficas, combinações de cores, enquadramentos e até mesmo a utilização estratégica dos espaços em branco.


Por isso, muitas vezes, o designer é resistente e se posiciona em relação às chamadas “artes de chat” porque ali não envolve complexidade, criatividade e preocupação com a identidade visual da marca. Parabenizamos os profissionais aliados da tecnologia que visam informar, assim como nós aqui do outro lado da telinha, e em valorizar o trabalho daquele que constrói ideias e valor para as marcas.


 

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